sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Croix - The begin

 Meu nome é Rachel Kassel. Tenho 16 anos, e morava na Califórnia com minha família.
16 de Maio de 2056. O dia em que tudo isso começou...
"Você é um idiota!" - disse a ele, e desci para o porão. Então ouvi minha mãe consolando-o, como se ele fosse uma criancinha. Meu irmão era terrível. Já contava como décima vez que ele me irritava só hoje. Era um crianção mimado. Ele era moreno, como a minha mãe, e nada lembrava do meu pai. Mamãe o defendia por ser mais novo. Em seguida, a ouvi dizer: "Como a Rachel é má, não é ? Mas você também devia tentar não provocá-la tanto. Lembre-se que já tem doze anos." Revirei os olhos. De repente, ouço a porta se abrir. Era meu pai, com seu habitual jeans surrado, que contrastava com sua pele e seus olhos claros.
- Filha, tem um minuto ? - disse, sentando-se em uma velha poltrona.
- Pai... Eu não tive culpa, ele ficava mastigando a comida com a boca aberta, e isso é nojento ! - tive de me controlar para não voltar lá e derrubá-lo da cadeira de novo.
- Rachel, sabe que as coisas não se resolvem com violência. - me fitava com uma expressão séria.
- Mas a Segunda Guerra se resolveu assim. - sentei-me.
- Filha, você já tem dezesseis anos. Daqui a pouco, vai começar a trabalhar... Vai, er, ter sua própria casa, e seu... hum... marido. - sabia que ele odiava mais que tudo sequer pensar em "perder sua garotinha". Entendia os motivos, mas não deixava de ser ridículo. - Eu só quero que você seja feliz em tudo que faça e escolha. E que me orgulhe, como sempre fez.
- Pai, isso está parecendo mensagem de cartão de natal.
- É, eu sei... Mas como todo pai, só quero que sejamos sempre os mesmos parceiros que somos hoje, ok ? - ele me estendeu a mão. Eu retribuí com nosso toque.
- Ok, sir.
 Rimos juntos. Depois disso, levantei e fui em direção ao meu andróide, que estava desativado. Ele se chama Z-17, e seu apelido é Zee. Como a tecnologia está avançada, ele tem certos "dotes convenientes", como a força de um trem, a inteligência de um super dotado, e a velocidade da luz. Mas o que importa é que ele é lindo. Seu cabelo é loiro-claro, e seus olhos são azuis. Sorri para ele. Parecia dormir; seu rosto me lembrava um anjo. Eu mesma o construí, e me orgulho disso.
- E pensar que tudo começou com um pequeno chip. - disse em voz baixa, passando a mão em seu rosto.
 Meu pai o ativou. Ele abriu os olhos, devagar, e após alguns minutos olhou em minha direção. Sorri para ele, e ele retribuiu.
- Bom dia, Dona Rachel.
- Hum... Já anoiteceu. Desculpe por tê-lo desativado; é que você precisava de alguns ajustes na sua voz. Estava muito robótica.
 Meu pai riu. Ele havia se sentado novamente, e lia um livro sobre andróides.
- Já sei o que está faltando ! - ele diz, fechando o livro.
- O que, pai ?
- Falsos batimentos ! Vamos implantar um coração artificial em seu peito... Talvez o ajude a obter sentimentos.
- Pode ser, pai.
 Ele subiu as escadas, e saiu. Conversei um pouco com Zee; mas desconfiada com o silêncio repentino na casa, e a demora do papai, acabei ficando impaciente. Subi as escadas do porão e saí. A porta do porão dava para a sala de estar, e mais alguns passos se chegava à cozinha. O estranho era o fato do tal silêncio absoluto, e de não aparentar haver ninguém em casa.
- Pai ? Mãe ? Johnny ?
 Ninguém respondia. Isso bastou para eu confirmar minhas suspeitas. Mas em vez de me preocupar, dei de ombros, e já ia me voltando para o porão, quando ouvi um barulho no andar de cima.
- Oi ? Alguém aí ? - pus o pé no primeiro degrau da escada que dava para o segundo andar.
 Ouvi, então, novamente o barulho perturbador. Parecia um ruído de robô. Mas só havia um robô em casa, então desconfiei. Peguei um canivete que havia em cima de uma mesinha na sala, e subi. O corredor estava calmo; o barulho não mais ouvia. Esperei um pouco, e nada. Então guardei o canivete no bolso, e virei-me, voltando à escada. Então ouvi o barulho pela terceira vez, mais nitidamente ainda. Fui andando pelo corredor até descobrir de onde vinha, e me assombrei ao ver que era do meu quarto.
 Então me dirigi até lá, e ao abrir a porta, percebi uma luz branca muito forte que vinha do meu closet. Quando estava prestes a abri-lo, ouvi mais um barulho, dessa vez vindo das escadas. Parecia ser alguém subindo.
- Mãe ? Pai ? - disse, preparando meu canivete ao ver a maçaneta girar.
- Rachel, sou eu.
 Reconheci a voz de meu andróide. Eu esqueci que o deixara sozinho no porão.
- Entre, Zee.
 Ele abriu a porta com delicadeza.
- Você não voltou. Fiquei preocupado.
 Não o respondi, e me voltei, então, para a estranha luz de meu closet, e o abri sem medo. De repente tudo ficou branco, e me sentia como se flutuando no ar, muito leve, muito calma. Então fechei os olhos com força, e quando os abri, já estava em um ambiente completamente diferente.

8 comentários:

  1. adoreei, amiga.
    espero mais postagens; estou louca pra saber mais sobre essa história.
    :*

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  2. A História está ficando mto boaa.. ^^
    Irei esperar pelos proximos posts dessa Ficção. rsrs
    um grande beijo

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  3. Muito boooooa a História ,
    Confeço que estou muito curiosa para saber do final ;
    Com certeza vai ser perfeito *-*

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  4. *-* mto boa a história. Vou ler o resto pq deve ficar bom. :D

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  5. Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ... Conntinue !!

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